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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Seguimento em muito longo prazo de pacientes diabéticos portadores de doença arterial coronariana submetidos a angioplastia com stents farmacológicos e convencionais.

Linhares-Filho, JPP, Hueb, W, Lima, EG, Rezende, PC, Batista, DV, Azevedo, DFC, Martins, EB, Garzillo, CL, Ramires, JAF, Kalil-Filho, R
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Fundamentos: O tratamento percutâneo da doença arterial coronariana (DAC) em pacientes diabéticos tem sido motivo de debate em virtude das elevadas taxas de reestenose e tromboses relacionadas ao uso dessas próteses. Estudos direcionados a essa população normalmente comparam diferentes estratégias terapêuticas entre si, havendo poucos estudos dirigidos a uma comparação direta entre os stents farmacológicos (DES) e convencionais (BMS) em tempo de seguimento superior a 5 anos.

Métodos: Trata-se de um estudo prospectivo do tipo registro com pacientes submetidos a três estratégias terapêuticas para DAC: clínica, cirúrgica e percutânea. Foram incluídos pacientes portadores de diabetes tipo 2 e DAC multiarterial com função ventricular preservada no período de março de 1995 a 2010 submetidos a angioplastia com stent convencional ou farmacológico. O desfecho primário consideradofoi composto demorte por qualquer causa, infarto do miocárdio (IAM) ou necessidade de revascularização adicional. As sobrevidas foram estimadas pelo método de Kaplan-Meier e as diferenças entre os grupos utilizando-se o teste do log-rank. A razão de riscos (HR) foi estimada pela análise de risco proporcional de Cox.

Resultados: De um total de 763 pacientes, 204 foram submetidos a angioplastia: 96 com DES e 108 com BMS. O tempo mediano de seguimento foi de 9,27 anos (IQ 5,05-10,06). As características basais dos pacientes foram similares entre os grupos, exceto por níveis de colesterol total (180±47 e 205±51) e LDL-colesterol (108±39 e 205±51) mais elevados no grupo BMS (p=0,001 e p=0,007 respectivamente). A sobrevida livre de eventos combinados foi de 70,8% para o grupo DES e 66,7% para o grupo BMS (p log-rank=0,856; HR: 0,99 (IC 95%: 0,60-1,64; p=0,983) A taxa de sobrevida entre os pacientes dos grupos DES e BMS foram 87,5% e 88,9% respectivamente (p log-rank=0,520; HR: 0,764 (IC 95%: 0,33-1,74; p=0,522). Não foi observada diferença significante nas sobrevidas livres de IAM (p=0,472) ou revascularização adicional no seguimento (p=0,213). 

Conclusão: Em uma população de diabéticos portadores de DAC multiarterial estável submetidos a angioplastia, o uso de stents, convencional ou farmacológico, revelou idênticas taxas de sobrevida livre de morte, IAM ou revascularização adicional em um seguimento de muito longo prazo.

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