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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

A suplementação de suco de laranja melhora a função sistólica e diastólica na cardiotoxicidade induzida pela doxorrubicina em ratos

Ribeiro, A.P.D., Todo, M.C., Santos, P.P., Figueiredo, A.M., Camargo, B., Bazan, S.G.Z., Minicucci, M.F., Zornoff, L.A.M., Paiva, S.A.R., Polegato, B.F.
FACULDADE DE MEDICINA DE BOTUCATU - - SP - BRASIL

Introdução: A cardiotoxicidade é o maior efeito colateral do tratamento de neoplasias com o quimioterápico doxorrubicina. Múltiplos mecanismos são envolvidos na sua fisiopatologia, mas o aumento do estresse oxidativo merece destaque. O suco de laranja tem propriedades antioxidantes que podem variar a depender do tipo de laranja utilizada na sua preparação. A laranja Moro é rica em antocianinas e apresenta maior capacidade antioxidante que a laranja Pera. Avaliamos a influência da suplementação do suco de laranja Pera e Moro na disfunção do ventrículo esquerdo (VE) induzida pela doxorrubicina. Métodos: Foram utilizados ratos Wistar machos alocados em 6 grupos (20 ratos/grupo): Controle (C), doxorrubicina (D), laranja Pera (P), laranja Moro (M), doxorrubicina + laranja Pera (DP) e doxorrubicina + laranja Moro (DM). Após 4 semanas de suplementação dos sucos, os ratos receberam injeção única de doxorrubicina, 20 mg/kg, IP (grupos D, DP e DM) ou salina (grupos C, P e M). Após 48 horas, os animais foram submetidos ao ecocardiograma. Análise estatística: ANOVA de 2 vias. Resultados: a doxorrubicina aumentou o diâmetro sistólico do VE, a área do átrio esquerdo, a relação E/E’ e diminuiu a fração de encurtamento do VE. A suplementação de suco de laranja atenuou essas alterações, mas sem diferenças entre os dois tipos de sucos. Conclusão: A disfunção sistólica e diastólica do VE induzida pela doxorrubicina foi atenuada pela ingestão dos dois tipos de suco de laranja.

 

 

C

P

M

D

DP

DM

pi

DSVE (mm)

2,6 ± 0,4

2,8 ± 0,55

2,70 ± 0,56

3,54 ± 0,53&

2,72 ± 0,49*

2,83 ± 0,52*

<0,001

Fenc

0,61 ± 0,03

0,59 ± 0,05

0,60 ± 0,06

0,48 ± 0,07&

0,57 ± 0,06*

0,56 ± 0,06*

<0,001

AE (mm²)

17,9 ± 3,0

19,0 ± 3,9

18,3 ± 2,5

22,5 ± 2,7&

18,3 ± 2,7*

19,5 ± 2,5*

<0,001

E/E’

14,7 ± 1,8

14,4 ± 1,4

14,9 ± 3,3

18,8 ± 4,7&

16,8 ± 5,0

15,1 ± 2,9*

0,045

C: controle; P: suco de laranja Pera; M: suco de laranja Moro; D: doxorrubicina; DP: doxorrubicina + suco de laranja Pera; DM: doxorrubicina + suco de laranja Moro. DSVE: diâmetro sistólico do VE; Fenc: fração de encurtamento do VE; AE: área do átrio esquerdo; E: pico de velocidade do enchimento precoce do VE; E’: pico de velocidade do enchimento precoce do VE ao Doppler tissular. Valores expressos em média ± desvio-padrão; valores da relação E/E’ foram normalizados para a análise estatística; pi: valor de p da interação (doxorrubicina vs suco de laranja) no teste ANOVA de 2 vias. &diferente do grupo C; *diferente do grupo D.

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