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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Perfil dos pacientes submetidos a correção cirúrgica para tratamento de cardiopatia congênita em um hospital público do Estado de São Paulo

Yarla Alves dos Santos, João Bruno Dias Silveira, Aída Luiza Ribeiro Turquetto, Luciana Patrick Amato, Marcella Bezerra Richtmann, Rafael Ceconi, Tatiana Alves da Silva, Draiton Santos Mariano da Silva, Luiz Fernando Canêo, Marcelo Biscegli Jatene
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: O Estado de São Paulo é reconhecido como um dos principais centros de cirurgia cardíaca pediátrica do país. Porém a falta de uma base de dados consistente e bem estruturada pode ser um obstáculo para avaliar a qualidade do cuidado à criança cardiopata. É fundamental que centros especializados tenham um banco de dados em forma de registro para identificação do perfil de seus pacientes e assim aprimorar a assistência prestada à esta população. Objetivo: Descrever o perfil de uma série de casos de pacientes submetidos à correção cirúrgica para tratamento de cardiopatia congênita em um hospital público do Estado de São Paulo. Método: De 2014 a 2017, 1988 procedimentos foram realizados em 1885 pacientes. Os dados foram obtidos através de um registro de todas as cirurgias realizadas neste período, incluindo variáveis pré, intra e pós-operatórias. Resultados: Dos procedimentos realizados, 217 foram em crianças com idade abaixo de 30 dias (10,9%);  653 de 30 dias a 1 ano (32,8%); 817 de 1 a 18 anos (41,1%) e 301 em pacientes acima de 18 anos (15,1%). Sexo feminino correspondeu 50,9% da amostra. Diagnóstico pré-natal foi realizado em 20,3% dos pacientes e 16,1% eram prematuros. As medianas de tempo de circulação extracorpórea, ventilação mecânica invasiva e dias internação pós operatória foram : 96 (57-138) minutos; 21 (6-117) horas e 14 (8-29) dias,  respectivamente. A complexidade pelo RACHS-1 por categorias foi: 1 (19,4%); 2 (24,3%); 3 (43%); 4 (10,7%); 5 (1%) e 6 (1,6%). A estratégia de manutenção do tórax aberto após procedimento foi empregada em 14,1% dos casos. A reintubação orotraqueal foi realizada em 5,8% dos procedimentos e destas 39,1% ocorreram por falha de extubação.  Assistência circulatória mecânica foi necessária após 22 procedimentos. Infecção de ferida operatória ocorreu em 4,3%,  reoperação por sangramento em 3,2% e necessidade de implante de marca-passo permanente em 0,8%  dos casos. Conclusão: A análise das informações obtidas através deste registro, possibilitou identificar o perfil dos pacientes submetidos aos procedimentos cirúrgicos para tratamento da cardiopatia congênita, bem como conhecer pontos críticos do cuidado perioperatório. Isso vem estimulando  a equipe clínico-cirúrgica discutir os resultados e  buscar melhorias  na assistência prestada a esta população.

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