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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Sangramento bucal como complicação de extração dentária após suspensão de antiagregante plaquetário em paciente com angina instável

Manzano BR, Chicrala GM, Santaella NG, Aguilar RQ, Maciel AP, Salgueiro DG, Alves LMC, Caetano FG, Fischer Rubira CM, Santos PS
Faculdade de Odontologia, USP - Bauru - São Paulo - Brasil, Hospital Estadual de Bauru - Bauru - São Paulo - Brasil

É consenso que os antiagregantes e anticoagulantes não devem ser descontinuados para cirurgias odontológicas, já que o risco de complicações tromboembólicas excede as complicações hemorrágicas que, em grande parte, podem ser controladas com manobras hemostáticas locais.  Relato do caso: Homem de 61 anos, leucoderma, internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por dor torácica com duração maior que 20 minutos em repouso associado à dispneia, sudorese e diarreia reflexa, com diagnóstico de angina instável. No momento da avaliação odontológica apresentava-se consciente, contactuante, eupneico, sem uso de drogas vasoativas, hemodinamicamente estável, sem precordialgia. A história médica revelou hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo I, histórico de angina instável há 2 meses. Estava em terapia dual com Ácido Acetil Salicilico (AAS) e Clopidogrel, em uso de Enoxaparina, Metoprolol, Vastarel e Nitroglicerina. Paciente com queixa de sangramento bucal, relatou extração de dentes sob anestesia local há 1 dia, sem intercorrências. Referiu interrupção de AAS por 20 dias prévio ao procedimento cirúrgico, seguindo orientações médicas e odontológicas, apresentou episódios de vômito e diarreia no primeiro dia pós-extração dentária. Inicialmente, a equipe médica realizou manobras hemostáticas locais com gaze embebida de adrenalina associado a infiltração de anestésico local e solicitou avaliação odontológica devido a persistência de sangramento bucal. Ao exame físico intrabucal observou-se ausência de vários dentes, sutura na região de dentes superiores posteriores esquerdo com sangramento espontâneo no sítio cirúrgico e via sulco gengival do dente adjacente além e presença de prótese dentária removível inferior. A conduta odontológica consistiu na introdução de ácido tranexâmico diluído em soro fisiológico para bochecho a cada 8 horas para hemostasia local, reforço no controle de biofilme bucal através do uso de solução antimicrobiana e remoção da prótese dentária durante internação. O paciente recebeu alta da UTI sem queixas e sem sangramento bucal. Considerações Finais: O Sangramento bucal decorrente de procedimentos cirúrgico-odontológicos pode ser eficazmente controlado através de medidas hemostáticas locais não havendo necessidade de suspensão do antiagregante e anticoagulantes o que reduz o risco de tromboembolismo.

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