XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Prevalência de Risco para Síndrome de Apneia Obstrutiva do Sono e Fatores Associados entre Caminhoneiros

Joelson dos Santos, Jordana Canestraro Santos, Wyndson Ribeiro Gonçalves, Maria Regiane Trincaus, Fernanda Marciano Consolim Colombo, Carine Teles Sangaleti
UNICENTRO - Universidade Estadual do Centro Oeste do Parana - Guarapuava - Parana - Brasil

Introdução: A síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS) é uma doença crônica e progressiva, ainda pouco investigada, que apresenta estreita relação com as doenças Cardiovasculares (DCV). Além disso, é alta a tendência de acidentes de transito nos indivíduos que apresentam SAOS. Assim, é urgente a investigação do risco de SAOS entre caminhoneiros, uma vez que se constituem em grupo vulnerável ao desenvolvimento de DCV. Métodos: Tratou-se de estudo epidemiológico prospectivo observacional, de caráter quantitativo. Foi realizado com 198 caminhoneiros que transportavam cargas a longas distâncias. Foram coletadas informações sobre dados sociodemográficos e sobre os fatores de risco relacionados à DCV: consumo de álcool, tabaco, estimulantes e outras drogas, histórico familiar de DCV, foram avaliados os níveis da pressão arterial e diagnóstico prévio de doença crônica, foi realizada antropometria,  coleta de sangue para avaliação do perfil lipídico, glicêmico e dos níveis da proteína c reativa ultra sensível (PCR-us). O risco de SAOS foi avaliado com o questionário de Berlin. Para o estabelecimento da prevalência foi realizada a análise estatística de frequência e, a existência de associações entre duas variáveis categóricas foi verificada através do teste de Qui-quadrado. Resultados: A média de idade foi de 42,7 anos, quanto ao vínculo empregatício 57,1% eram autônomos. Em relação aos fatores de risco cardiovascular 20,7% eram tabagistas, 77,3% consumiam álcool regularmente e 12,1 % utilizavam estimulantes. Relataram histórico de doença cardiovascular familiar 35,9%, 50% apresentavam níveis elevados da pressão arterial e, 13,1% eram diabéticos. Apenas 12,4% apresentavam peso adequado, 56,5% obesidade visceral, 57,6% circunferência do pescoço aumentada e 18,7% apresentavam síndrome metabólica. O risco aumentado para SAOS foi de 42,4%. Houve associação entre distúrbio do sono com o maior tempo de profissão (p=0,000), índice de massa corporal acima de 25 kg/m² (p=0,000), circunferência abdominal acima de 102 cm (p=0,000), circunferência do pescoço acima de 42 cm (p=0,000) e com níveis da PCR-us acima de 1,5 mg/dl (p=0,008). CONCLUSÃO: Motoristas de caminhão, que percorrem longas distancias, apresentam maior risco para SAOS que a população adulta de modo geral. A SAOS, somada a elevada prevalência de outros fatores de risco cardiovascular, evidencia que essa profissão implica em risco aumentado de desenvolver DCV, além de predispô-los a acidentes nas rodovias não relacionados ao não cumprimento de horas de descanso. 

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XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

31 de maio a 02 de junho de 2018
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