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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Diferenças entre os sexos no perfil de estresse oxidativo e inflamatório em ratos espontaneamente hipertensos: impacto na pressão arterial

Araujo AA, Dias DS, Bernardes N, Conti FF, Paixão C, Freitas SC, Irigoyen MC, De Angelis K
Univ Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, Univ Nove de Julho - São Paulo - SP - Brasil, Instituto do Coração do HCFMUSP - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A hipertensão (HAS) é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares e uma das principais causas de morbimortalidade. Estudos experimentais em machos têm demonstrado uma atuação importante da inflamação e das espécies reativas de oxigênio na fisiopatologia da hipertensão, como disfunção endotelial e remodelamento vascular. No entanto, pouco tem se investigado a respeito das diferenças entre os sexos nesses parâmetros na HAS. Objetivo: O objetivo deste estudo foi comparar as diferenças entre os sexos em parâmetros cardiovasculares, inflamatórios e de estresse oxidativo (EO) em ratos espontaneamente hipertensos. Métodos: Foram utilizados 16 ratos SHR adultos divididos em 2 grupos (n=8): F (fêmeas) e M (machos). A pressão arterial (PA) foi medida de forma direta (Windaq, 2KHz). As análises foram realizadas em tecido cardíaco para parâmetros de inflamação e EO. Resultados: Em parâmetros inflamatórios, não houve diferença na IL6 e no TNFα (p=0,93 e 0,54, respectivamente). O grupo M apresentou níveis elevados de IL10, repercutindo na diminuição da razão TNFα/IL-10 quando comparado ao grupo F (m: 56±1 vs. F: 34±3 pg/mg proteína; 0,8±0,1 vs. 1,3±0,1, respectivamente). O grupo F apresentou aumento da concentração de ânion superóxido em relação ao M (M: 3,32±0,34 vs. F: 6,49±0,60 mmoles/mg proteína). No entanto, o grupo M apresentou níveis aumentados de lipoperoxidação e peróxido de hidrogênio (M: 9211±683 vs. F: 6960±583 cps/mg proteína; e 8,31±0,29 vs. 3,91±1.76 nmoles/g de tecido, respectivamente). Não houve diferença na oxidação de proteínas (p=0,14). Nas enzimas antioxidantes, o grupo F apresentou aumento atividade da catalase e da superóxido dismutases (M: 0,88±0,08 vs. F: 1,16±0,08 nmol/mg proteína; 20,08±1,53 vs. 26,98±2,41 USOD/mg proteína, respectivamente), além de maior nitrito plasmático (M: 0,25±0,01 vs. F: 0,48±0,07 nmol/mg proteína). Os valores de PA sistólica, diastólica e média foram maiores no grupo M em relação ao F (M: 185±9 vs. F: 172±6 mmHg para PAM). Conclusão: Os resultados evidenciam que apesar de melhor perfil anti-inflamatório e níveis de ânion superóxido em machos, as fêmeas hipertensas apresentavam maior defesa antioxidante e biodisponibilidade de óxido nítrico quando comparadas aos machos, provavelmente induzindo menor dano oxidativo e PA. Tais achados permitem compreender melhor os mecanismos associados a fisiopatologia da HAS nos diferentes sexos e um melhor manejo da doença. Apoio financeiro: FAPESP (2015/10329-5), CNPq.

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