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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Prevalência de hipertensão arterial e recomendação de tratamento medicamentoso com base nas diretrizes brasileiras ou norte-americanas em indivíduos submetidos a avaliação rotineira de saúde

Fernando H. Y. Cesena, Antonio G. Laurinavicius, Fernando C. Nary, Viviane A. Valente, Raquel D. Conceição, Raul D. Santos, Márcio S. Bittencourt
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL

Introdução: o impacto que a diretriz norte-americana de hipertensão arterial (HA) de 2017 (D-EUA) teria em nosso meio não é conhecido. O objetivo deste estudo foi comparar a prevalência de HA e a proporção de indivíduos recomendados para tratamento medicamentoso, com base na 7ª Diretriz Brasileira de HA (D-BR) ou na D-EUA.

Métodos: foram analisados indivíduos consecutivamente submetidos a avaliação rotineira de saúde entre 01/2009 e 12/2016 em um único centro. O diagnóstico de HA foi considerado na presença de diagnóstico prévio referido, uso de anti-hipertensivo ou elevação da pressão arterial (PA, ≥140/90 mmHg para a D-BR e ≥130/80 mmHg para a D-EUA). O critério considerado para recomendação de tratamento medicamentoso foi PA ≥140/90 mmHg para a população geral e, nos casos de alto risco cardiovascular (CV), PA ≥130/85 mmHg para a D-BR e ≥130/80 mmHg para D-EUA. Para a D-BR, o risco CV foi estratificado de acordo com a Atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemias (2017). Para a D-EUA, indivíduos com risco calculado pelas pooled cohort equations ≥10% em 10 anos foram considerados de alto risco.

Resultados: foram avaliados 32879 indivíduos (68% homens, idade média 42±10 anos). A tabela mostra a prevalência de HA e a proporção de indivíduos recomendados para tratamento farmacológico, conforme sexo e faixa etária.

 

 

Prevalência

Recomendação de tratamento medicamentoso#

D-BR

D-EUA

D-BR

D-EUA

Mulheres

20-44 anos

364 (5%)

1566 (23%)*

122 (2%)

126 (2%)

45-54 anos

558 (22%)

1214 (47%)*

139 (7%)

144 (7%)

55-64 anos

319 (38%)

527 (63%)*

69 (15%)

65 (14%)

≥65 anos

139 (67%)

177 (86%)*

23 (36%)

45 (70%)*

Subtotal – mulheres

1380 (13%)

3484 (34%)*

353 (4%)

380 (4%)

Homens

20-44 anos

2085 (15%)

7806 (56%)*

1063 (9%)

1055 (9%)

45-54 anos

2008 (34%)

4252 (73%)*

602 (15%)

679 (17%)

55-64 ano

1202 (54%)

1875 (84%)*

304 (29%)

419 (40%)*

≥65 anos

341 (69%)

435 (88%)*

76 (45%)

128 (75%)*

Subtotal - homens

5636 (25%)

14368 (64%)*

2045 (12%)

2281 (13%)*

Total

 

7016 (21%)

17852 (54%)*

2398 (9%)

2661 (10%)*

Dados expressos em N (%). # Foram excluídos desta análise os indivíduos que já faziam uso de anti-hipertensivo. * P <0,001 em relação à D-BR (teste do qui-quadrado).

 

Conclusões: em relação à D-BR, a D-EUA eleva substancialmente a prevalência de HA em todas as faixas etárias e aumenta a proporção de indivíduos recomendados para terapia medicamentosa a partir dos 55 anos nos homens e 65 anos nas mulheres.

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