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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

TREINAMENTO FÍSICO INDUZ BENEFÍCIOS METABÓLICOS E CARDIOVASCULARES EM MODELO EXPERIMENTAL DE MENOPAUSA TRATADO COM DIETA HIPERLIPÍDICA

Nicolas da Costa Santos, Bruno Nascimento-Carvalho, Adriano dos Santos, Abel Pereira de Assis, Ney Roberto de Jesus, Erico Caperuto, Maria Claudia Irigoyen, Katia De Angelis, Katia Scapini, Iris Callado Sanches
USJT - São Paulo - SP - Brasil, INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

 

Introdução:  Após a menopausa, há maior tendência ao aumento de pressão arterial e acúmulo de gordura visceral, contribuindo para a obesidade e aumento do risco cardiovascular. Além disto, esta condição quando combinada com uma dieta ocidental composta por maior teor de gordura saturada e menor de fibras, pode contribuir para o acúmulo de gordura corporal. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos metabólicos, hemodinâmicos e autonômicos do treinamento físico em modelo experimental de menopausa tratado com dieta hiperlipídica. Métodos: 32 camundongas fêmeas C57BL/6J (8 semanas de vida), divididas em 4 grupos (n=8 em cada): controle sedentárias tratadas com dieta normolipídica (CSN), ooforectomizadas sedentárias tratadas com dieta normolipídica (OSN), ooforectomizadas sedentárias tratadas com dieta hiperlipídica (OSD), ooforectomizadas tratadas com dieta hiperlipídica e submetidas a treinamento físico (OTD). A administração da dieta hiperlipídica teve duração de 9 semanas, sendo que a ooforectomia foi realizada ao final da 4a. Glicemia de jejum e tolerância oral à glicose foram avaliadas antes da ooforetomia e ao final do estudo. O treinamento físico teve duração de 4 semanas (6a a 9a semana do protocolo) (5dias/semana, 1h/dia, intensidade moderada). Ao final do estudo, os animais foram canulados para registro direto de pressão arterial, análise da sensibilidade barorreflexa e da modulação autonômica cardiovascular. Resultados: Os resultados demonstram o treinamento físico aeróbio atenuou o aumento na glicemia de jejum (CSN: 95±4; OSN:107±2; OSD: 188±11; OTD: 162±1,3 mg/dL) e a redução da tolerância à insulina (CSN: 15.308±502; OSN: 14.839±600; OSD:28.823±1.582; OTD: 24.641±770 ASC) provocados pela dieta hiperlipídica. Além disso, a dieta hiperlipídica promoveu aumento da pressão arterial e da modulação simpática cardíaca (BF-IP: CSN: 0,35±0,02; OSN: 0,29±0,02; OSD: 0,55±0,02; OTD: 0,13±0,02 ms2) e vascular (BF-PAS: CSN: 3,86±0,80; OSN: 9,18±2,13; OSD: 11,37±1,76; OTD: 1,68±0,29 mmHg2), e redução da sensibilidade barorreflexa (respostas bradicárdicas) e da modulação parassimpática cardíaca (AF-IP: CSN: 0,66±0,02; OSN: 0,67±0,02; OSD: 0,47±0,04; OTD: 0,86±0,02 ms2), sendo que o treinamento físico atenuou ou reverteu todos esses prejuízos. Conclusões: Dessa forma, o treinamento físico pode ser considerado uma importante conduta não farmacológica importante para o manejo do risco cardiovascular na associação de obesidade com privação ovariana.

 

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