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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Dilema do médico clínico: há necessidade de adoção de ponte de anticoagulação para a realização de estudo hemodinâmico?

PAULO DE LARA LAVITOLA, BERTA PAULA NAPCHAN BOER, RONEY ORISMAR SAMPAIO, EDUARDO GIUSTI ROSSI, JOÃO RICARDO CORDEIRO FERNANDES, VICTOR TADAMI SAITO, FLAVIO TARASOUTCHI
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO

A ocorrência de eventos tromboembólicos (TE) aumenta em portadores de fibrilação atrial associada à doença valvar nativa ou prótese, tornando-se ainda maior, na ausência de anticoagulação. Entretanto, diante de procedimento invasivo, como o estudo hemodinâmico (“cate”), persiste controversa a necessidade da suspensão no medicamento anticoagulante (ACO).

MÉTODOS

Avaliamos 208 valvopatas (38-77 anos) , 86 (41,3%) do sexo feminino encaminhados para estudo hemodinâmico pré-operatório em nossa instituição, dos quais 126 com valva nativa, 73 portadores de prótese biológica e 9 de prótese mecânica. Os pacientes (pct) foram, então, divididos em três grupos a saber: Grupo 1: 146 pct que realizaram a suspensão da varfarina cinco dias antes do cate e substituição por enoxaparina (conhecida habitualmente como “ponte” de anticoagulação); Grupo 2: 15 pct que suspenderam o ACO e não realizaram a "ponte" de ACO, Grupo 3: 47 pct que não suspenderam o ACO. Análise estatística usual foi aplicada no estudo.

Resultados

Houve maior número de TE no Grupo 2 e de sangramento no Grupo 3 (vide Tabela). O TE no G1 ocorreu em portador de prótese biológica mitral estenótica.  Os TE no G2 ocorreram em 2 pct com estenose mitral nativa, 1  prótese biológica mitral estenótica e 1 com prótese mecânica aórtica. No G3 ocorreram 5 sangramentos por punção femoral e braquial e  1 por dissecção braquial (menor número de sangramentos quando realizada a dissecção, p < 0,01 ). 

Evento

TE

Sangramento

p

Grupo 1 (G1)

1

0

não significante

Grupo 2 (G2)

4

0

<0,01 vs (G1 e G3)

Grupo 3 (G3)

0

6

<0,01 vs (G1 e G2)

Conclusões

1)     1) A ponte de anticoagulação é o método mais seguro para a realização do cate  em portadores de valvopatia com maior risco de TE, tanto em relação a eventos TE, quanto a eventos de sangramento.

 

2)     2) Pacientes valvopatas encaminhados a cate sem suspensão de ACO (por exemplo, em situação de emergência), devem preferencialmente realizar o procedimento por dissecção arterial.

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