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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Diagnóstico de ruptura da parede livre do ventrículo esquerdo por diferentes métodos de imagem: relato de caso

Alethéia Carpiné Favini Scheffer, Ali Kassen Omais , Natália Amador Ivoglo, Anna Carolina Franco, Camila Martines Mello, Gibran R. Feguri, Natália Regina M. A. Diehl, Gilmar A. Coelho Damin, Felipe A. Zarour, Diego Vilela Santos
Universidade de Cuiabá - Cuiabá - MT - Brasil

 

INTRODUÇÃO: Uma das complicações mecânicas do infarto agudo do miocárdio com supra do segmento ST (IAMCSST) é a ruptura da parede livre (RPL) do ventrículo esquerdo (VE), sendo a complicação mecânica mais dramática e com elevada morbimortalidade. Relatamos os diferentes métodos de diagnósticos por imagem de uma RPL do  VE após IAMCSST não submetido a trombólise. OBJETIVOS: Apresentar diferentes métodos de imagem utilizados no diagnóstico da RPL do VE. DESCRIÇÃO DO CASO: W.L.O., 63 anos, masculino, hipertenso, com lúpus eritematoso sistêmico, ex-tabagista, com relato de reanimação cardiopulmonar pós parada cardiorrespiratória por taquicardia ventricular, e posterior diagnóstico de IAMCSST de parede anterior extenso, Killip III, e sem terapia de reperfusão. Ecocardiograma: fração de ejeção do VE (FEVE) de 37,291%, disfunção sistólica importante por comprometimento segmentar, derrame pericárdico discreto e presença de formação aneurismática com pequena evaginação por pseudo-aneurisma com trombo apical.

Cateterismo cardíaco mostrou VE com acinesia anterior e apical, ruptura de parede livre do VE contida no pericárdio (pseudoaneurisma em formação), artéria descendente anterior (ADA) ocluída proximal, artéria circunflexa e coronária direita sem lesões, e colaterais para porção distal da ADA.

 

Ressonância cardíaca: átrios normais, presença de disfunção importante do VE, FEVE de 24,6% e do ventrículo direito de 61,9%, acinesia médio-apical da parede anterior e antero-septal com adelgaçamento da parede e trombo apical do VE, derrame pericárdico discreto, área de ruptura da parede inferior do VE, com pseudo-aneurisma do VE.

Realizado ventriculectomia com reconstrução do VE a Cooley. Paciente apresentou boa evolução clínica, recebendo alta hospitalar no 7° dia pós-operatório. CONCLUSÃO: A RPL é a mais grave das complicações mecânicas pós IAM, sendo dez vezes mais frequente que a comunicação interventricular. A RPL pode  ser dividida em aguda, subaguda e crônica, sendo que na crônica ocorre a formação de pseudoaneurisma pela expansão da área infartada e extravasamento de sangue para o pericárdio. Estudos mostraram que pacientes submetidos a trombólise precoce tem menores chances de RPL se comparados aos pacientes não submetidos a terapia de reperfusão, com taxas ainda menores nos pacientes submetidos a angioplastia primária. Devido a gravidade desta complicação, descrevemos neste relato os diferentes métodos de imagem utilizados para o seu diagnóstico.

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