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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

HIGIENE ORAL: ESTRATÉGIA DE REDUÇÃO DE INFECÇÃO EM UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA CARDIOLÓGICA

DANIELLE FRANCESCA DANTAS ROCHA, VALÉRIA CRISTINA LEÃO DE SOUZA
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

INTRODUÇÃO: A necessidade de trabalho em equipe multidisciplinar para um cuidado integral do paciente demandou a introdução do cirurgião-dentista no ambiente hospitalar. O paciente hospitalizado, especialmente aquele que está em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), está mais suscetível à instalação de infecções bucais e/ou sistêmicas, agravando seu estado de saúde geral. É comum em pacientes internados em UTI a presença de biofilme colonizado por microrganismos patogênicos, especialmente os patógenos respiratórios. Está evidente na literatura que a saúde bucal é essencial para o bem-estar de pacientes hospitalizados e que uma rigorosa avaliação de higiene oral é fundamental; entretanto, o cuidado oral é delegado aos diversos profissionais de saúde, que em sua maioria é insuficientemente treinada em protocolos de saúde bucal. Devido à importância demonstrada, a implementação de protocolos de higiene bucal em UTI é obrigatória na rotina de cuidados do paciente, pois tem efeito positivo na prevenção de pneumonias nosocomiais. Porém, tais procedimentos frequentemente são negligenciados ou não-padronizados. OBJETIVO: verificar a efetividade da higiene bucal como meio de redução da microbiota patogênica causadora de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) em pacientes internados em UTI cardiológica. MÉTODO: comparação da microbiota obtida através de swab oral de pacientes internados em Unidade de Terapia Intensiva a até 24 horas e após 48 horas e 72 horas. Também foi avaliada a presença de saburra lingual e a higiene oral foi realizada com esponja embebida em clorexidina a 0,12%. A amostra compõe-se de 16 pacientes, de ambos os sexos, com média de idade de 61,8 anos. RESULTADOS: a saburra lingual foi considerada espessa em 68, 75% dos pacientes, caracterizando uma higienização deficiente. 81,25% dos indivíduos apresentaram mudança positiva (redução da quantidade de cocos e bacilos Gram negativos, representantes da potencial flora patogênica bucal). Quando a segunda avaliação da microbiota oral foi realizada após 72 horas, 100% dos indivíduos apresentaram mudança positiva; já quando a microbiota foi reavaliada após 48 horas, 75% dos participantes apresentaram a mudança positiva em relação à patogenicidade das bactérias. CONCLUSÃO: é possível reduzir a microbiota patogênica potencialmente causadora de PAVM através da higiene oral, neste trabalho realizada com associação dos métodos químico e mecânico.

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