Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Achados Histopatológicos de Microscopia Eletrônica e Óptica em trombos de pacientes submetidos à angioplastia primária vs de resgate.

Stella Marinelli Pedrini, Thiago Aloia, André Aguillera, Jamil Cade, Paula Gomes, Bárbara Freitas, Antonio Carlos Carvalho, Breno Almeida, Rita Sinigaglia-Coimbra, Adriano Caixeta
HOSPITAL ISRAELITA ALBERT EINSTEIN - - SP - BRASIL, UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, Hospital Santa Marcelina - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A estratégia farmacoinvasiva é um tratamento alternativo para pacientes com Infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento-ST (IAMCSST). Sabe-se que há falha na terapia fibrinolítica em aproximadamente ⅓ dos casos. Todavia, os mecanismos subjacentes à falha do fibrinolítico são pouco compreendidos, mas talvez possam ser associados com atividade plaquetária, fatores pró-coagulantes e arquitetura e composição trombótica. Objetivamos comparar a composição do trombo sob análise histopatológica com microscopia eletrônica de varredura (MEV) e Microscopia óptica (MO), em pacientes submetidos à intervenção coronariana percutânea (ICP) primária vs resgate.

Métodos: Entre 2015 e 2017, 24 pacientes foram incluídos prospectivamente (n= 13 ICP e N=11 ICP de resgate: insucesso da terapia fibrinolítica). Após a tromboaspiração, os fragmentos coletados foram divididos para serem analisados: um por MO e o outro por MEV. A área de plaquetas, eritrócitos, leucócitos, fibrina e cristais de colesterol foram quantificados por softwares dedicados. Para MO, cada trombo teve 3 fotos aleatórias obtidas da amostra de hematoxilina-eosina, com lentes de magnitude 60x. Em relação à MEV, 5 fotos da amostra foram tiradas com ampliação de 5000x e tiveram um gradeado de 190μm2 aplicado para análise (Imagem).

Resultados: No o grupo ICP de resgate, houve uma maior área ocupada por eritrócitos na análise de MO e uma maior área ocupada por cristais de colesterol vista na MEV (Tabela).

Conclusões: Comparado à ICP, trombos de pacientes submetidos  à ICP de resgate tiveram uma maior região ocupada por eritrócitos (por MO) e cristais de colesterol (por MEV). A composição histológica do trombo talvez possa explicar, pelo menos em parte, o mecanismo de falha da terapia fibrinolítica durante a estratégia farmacoinvasiva.

 

ICP

ICP de resgate

P-valor

MO (μm2)

     

Leucócitos

546,99 (0.00 a 2.845,000)

1,198.69 (0.00 a 26,089.76)

0,682

Eritrócitos

567,76 (0,00 a 35.789,72)

11,625.54 (124.47 a 23,394.23)

0,028

Fibrina

28.439,37 (14.901,06 a 50.796,93)

33.144,25 (22.352,33 a 251.486,56)

0,329

MEV (μm2)

     

Eritrócitos

13,11 (1,36 a 53,90)

10,86 (0,44 a 42,12)

0,424

Leucócitos

2,44 (0,00 a 986,53)

3,24 (0,00 a 11,73)

0,910

Fibrina

101,83 (76,60 a 3.959,88)

96,60 (0,32 a 2.087,34)

0,820

Plaquetas

38,75 (4,70 a 82,92)

38,91 (2,77 a 6.794,59)

0,776

Cristais de Colesterol

0,10 (0,00 a 1,55)

1,27 (0,00 a 92,30)

0,035

 Tabela: Área dos componentes do trombo em MO e MEV

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

31 de maio a 02 de junho de 2018
Transamerica Expo Center | São Paulo - Brasil