XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avanços na medicina personalizada na SQTL1 utilizando cardiomiócitos paciente-específicos.

Silva dos Santos, D, Kasai-Brunswick, TH, Ferreira, RP, Araújo, DS, Farjun, B, Dias, GM, Coutinho, J, Cruz, FEF, Campos de Carvalho, AC, Carvalho, AB
UFRJ - Rio de Janeiro - RJ - Brasil, CENABIO - Rio de Janeiro - RJ - Brasil, INC - Rio de Janeiro - RJ - Brasil, INCT - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

Introdução: A geração in vitro de cardiomiócitos (CM) paciente-específicos a partir de células-tronco de pluripotência induzida (iPSC) revolucionou a ciência ao nos aproximar do conceito de medicina personalizada. A utilização das iPSC como ferramenta para modelagem de doenças cardíacas de distúrbios de condução elétrica, como a Síndrome de QT longo tipo 1 (SQTL1), podem nos auxiliar a compreender os eventos críticos de arritmias ventriculares que levam a morte súbita. Este estudo tem como objetivo realizar a modelagem da SQTL1 utilizando CM derivados de iPSC de pacientes portadores desta síndrome. Métodos: As amostras de sangue de pacientes com suspeita clínica de SQTL1 foram genotipadas buscando mutações no gene KCNQ1. As iPSC foram geradas por transdução viral (Sendai virus Cytotune 2.0) de células sanguíneas e caracterizadas quanto à pluripotência pelas técnicas de RT-PCR, imunofluorescência e citometria de fluxo. Em seguida, as iPSC foram diferenciadas em cardiomiócitos para avaliação de seu perfil eletrofisiológico bem como sua resposta a farmacos. Resultados: O sequenciamento genético identificou a presença da mutação c.1763T>C no gene KCNQ1 em: (1) probanda com história clínica de morte súbita abortada durante exercício físico com QTc de 516 ms em repouso, confirmando SQTL1 e (2) familiar portador da mesma mutação, assintomático. Um doador saudável foi utilizado como controle. As iPSC apresentaram amplificação de transcritos e expressão de moléculas relacionadas à pluripotência e se diferenciaram espontaneamente. A presença de troponina T cardíaca confirmou a eficiência do protocolo de diferenciação. Análises eletrofisiológicas demonstraram alargamento significativo na duração do potencial de ação com 90% de repolarização (APD90) dos CM-SQTL1 (312,1 ± 79,64; n=51) quando comparados ao CM-portador (177,2 ± 68,27; n=8) e CM-controle (271,6 ± 71,99; n=48), mimetizando o fenótipo observado nos pacientes. Os CM mostraram-se responsivos a isoproterenol aumentando a frequência cardíaca quando avaliada a duração do potencial de campo usando sistema de microeletrodo. Conclusão: A utilização de CM derivados de iPSC paciente-específicas mostrou ser uma ferramenta fidedigna para o estudo personalizado da SQTL1, mimetizando in vitro o fenótipo clínico apresentado pelos pacientes.

 

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XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

31 de maio a 02 de junho de 2018
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