XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Valor da classificação Killip-Kimball como preditor de mortalidade intra-hospitalar em pacientes submetidos à terapia fibrinolítica em estratégia fármaco-invasiva

Henrique Tria Bianco, Manuela Stefania Cavalcante , Ana Flavia B. Moreira, Tania Rebelo Amaro, Beatriz Paiva Abrahão dos Santos , Iran Gonçalves Jr., Antonio C. Carvalho
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil

Fundamento: análises preditivas como o TIMI-RISK (TR) são elaboradas para uso no ato da admissão hospitalar. Ademais, a população na qual foram desenvolvidas pertence, invariavelmente, a estudos clínicos, podendo não corresponder à realidade local.

Objetivo: observar o comportamento do escore TR como preditor de óbito intra-hospitalar em avaliação baseada no primeiro exame físico (sala de emergência) e identificar outros preditores não descritos neste escore.

Métodos: estudo observacional, em variáveis independentes, incluindo Killip-Kimball (KK), em coorte de 2.247 pacientes, admitidos consecutivamente (2009 a 2017), submetidos à fibrinólise em centros de atendimento primário, seguido de cateterismo cardíaco sistemático em período (2-24h), ou imediatamente se resgate necessário. Cálculo amostral para estimar sensibilidade de 75%-90%, com margem de erro 10% e nível de confiança 95%. A análise de regressão foi aplicada às todas variáveis, mas somente os preditores com significância foram incluídos em modelos de regressão proporcional em testes de colinearidade. A área sob a curva (ASC) foi aplicada para definir sensibilidade, especificidade e poder para re-estratificação.

Resultados: foram registrados e adjudicados 116 óbitos intra-hospitalar (5,3%). Na pontuação TR os fatores que apresentaram significância foram: idade 65–74a; idade ≥75a; diabetes; KK (II-IV); Fc >100 bpm; PAS <100 mmHg. Estas variáveis foram submetidas à regressão logística multinominal com os seguintes resultados: idade 70-75a [OR 1,98; IC95% (1,01-3,87)]; idade ≥75a [OR 3,18; IC95% (1,69-5,97)]; PAS <100 mmHg [OR 1,81; IC95% (1,05 -3,12)]; Fc >100 bpm [OR 2,05; IC95% (2,71 -3,34)]; KK (II-IV) [OR 9,28; IC95% (5,63-15,32)]. Neste modelo não incluímos o AVC prévio [OR 2,82; IC95% (1,32-6,04)] e insuficiência renal crônica [OR 3,18; IC95% (1,69-5,97)]. A ASC para o critério clássico TR foi de [0,78 (0,74-0,82), p<0,001], mas quando as variáveis AVC prévio e insuficiência renal crônica são adicionadas ao modelo, a ASC foi [0,86 (0,77-0,95), p<0,001]. De forma interessante, em dados alocados para testes de independência, a classificação KK teve sensibilidade de 81%, especificidade de 76%, valor preditivo positivo 16%, valor preditivo negativo 98%, com acurácia do modelo em 76%.

Conclusões: embora a inclusão de outros marcadores no TIMI-RISK teve poder aditivo de predição, o uso isolado do escore Kilipp-Kimball mostrou-se adequado, sobretudo como primeira avaliação clínica em estratégia fármaco-invasiva.

 

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31 de maio a 02 de junho de 2018
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