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TREINAMENTO FÍSICO AERÓBIO PREVINE DISFUNÇÃO AUTONÔMICA, ESTRESSE OXIDATIVO E INFLAMAÇÃO INDUZIDOS PELO CONSUMO CRÔNICO DE FRUTOSE DURANTE O DESENVOLVIMENTO

Shimojo GL, Santa-Rosa FA, Freitas SC, Soci U, Bernardes N, Silva MB, Paiva J, Irigoyen MC, De Angelis K
Universidade nove de Julho - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: O alto consumo de frutose é um importante fator no desenvolvimento de disfunções cardiometabólicas. Em modelos experimentais, a sobrecarga de frutose tem sido iniciada somente na fase adulta dos animais, ficando a dúvida de qual seria o curso temporal das disfunções induzidas pelo consumo de frutose iniciada após o desmame, bem como o papel do treinamento físico aeróbio (TF) nessa condição. Objetivo: Avaliar o curso temporal das alterações cardiometabólicas e neuroimunes induzidas pela sobrecarga de frutose, bem como os efeitos do treinamento físico aeróbio (TF). Métodos: Foram utilizados ratos Wistar que foram divididos em 3 grupos e (n=5/grupo): controle (C), frutose (F) e frutose+treinamento aeróbio (FT), sendo estes avaliados com 7, 15, 30 e 60 dias de protocolo. A sobrecarga de frutose (100g/l) foi realizada na água de beber e o TF em esteira (40-60% do teste máximo). A pressão arterial (PA) foi medida de forma direta e a modulação autonômica cardiovascular foi avaliada por meio da análise espectral (FFT). Estresse oxidativo, inflamação e expressão proteica de NFKappaβ foram avaliados no ventrículo esquerdo. (CEUA-UNINOVE AN0011/2015). Resultados: O consumo de frutose induziu um aumento significativo de tecido adiposo e da PA somente em 60 dias e o TF preveniu essas disfunções. No entanto, o consumo de frutose induziu redução na variabilidade do intervalo de pulso (VAR-IP) desde os 7 dias de protocolo (F7: 22,5±6,22 vs. C7: 44,3±13,9 ms2). Adicionalmente, o consumo crônico de frutose aumentou o balanço simpato-vagal em 15, 30 e 60 dias de protocolo em comparação aos demais grupos. O TF preveniu o prejuízo observado na VAR-IP com 7 dias de protocolo (FT: 46,9±15,5 ms2), e melhorou o balanço simpato-vagal (FT vs. F). No estresse oxidativo, houve aumento na oxidação de proteínas bem como redução da atividade da superóxido dismutase nos grupos F em 7, 15, 30 e 60 dias de protocolo em relação aos grupos C. Somado a isso o consumo de frutose induziu um aumento de oxidação de lipídeos em 30 e 60 dias (F vs. FT). O TF foi eficaz em prevenir esses prejuízos induzidos pelo consumo crônico de frutose. Adicionalmente, o TF preveniu o aumento de mediadores inflamatórios (TNF alfa e IL-6) e de NFKappaβ observado nos grupos frutose a partir de 15-30 dias de protocolo, bem como aumentou os níveis de IL-10 (anti-inflamatório). Conclusão: A disfunção neuroimune parece ser o gatilho para o desenvolvimento das disfunções cardiometabólica associadas ao consumo de frutose, as quais parecem ser prevenidas pelo treinamento físico aeróbio.

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