Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PCR REVERTIDA EM MARATONISTA COM CD DE ORIGEM ANÔMALA

RAISSA C. B. LAGARES, Nabil Ghorayeb, Tiago Ghorayeb , Ricardo Contesini, Caroline B Cassab Genaro, Patricia Smith
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

Introdução:As anomalias das artérias coronárias são raras e podem ser assintomáticas; no entanto, constituem a segunda causa de morte em jovens atletas, aparentemente saudáveis. Relatamos caso de origem anômala da artéria CD, em atleta amador.

Relato de Caso: S.G.P, 52 anos, sexo masculino, procedente de São Paulo. História familiar positiva para DAC precoce. Praticante há 6 anos de corrida com treinos de 15km/dia, 3x/semana. Iniciou quadro de angina aos grandes esforços e episódios de síncope ao esforço.

Realizou TE: máximo, ausência de arritmias, infradesnivelamento do segmento ST de 1,5mm em  D2, D3 e aVF e na recuperação 3,0mm em  D2, D3 e aVF, V4 a V6). CATE evidenciadolesão importante Da proximal e ponte miocárdica em terço médio e origem anômala de CD acima do seio coronário esquerdo.Angioplastia com implante de stent em terço proximal da DA.Retornou a prática regular de atividade esportiva sem restrições, após realização de TE negativo para isquemia, ausente de arritmias.

Durante a Maratona de São Paulo , no km 15, apresentou perda súbita da consciência, evoluindo p/ PCR iniciado RCP, após 3 choques do DEA foi restabelecida a circulação espontânea. ECG: infra ST de 1mm em parece inferior, supra ST de 1mm em V3r, V4r e aVR. CATE: stent prévio em terço proximal da DA (pérvio); 1º RM DG com lesão de 70% em óstio; 2º RM DG com lesão de 50% em óstio; CD com origem anômala da Aorta, acima da Coronária Esquerda, apresentando imagem sugestiva de compressão extrínseca em sua porção proximal, pela artéria pulmonar, sem outras lesões obstrutivas.ECO: FE= 70%.Optado por correção cirúrgica da coronária anômala e contra indicada atividade física até correção. Paciente recusou proposta terapêutica.Atualmente paciente pratica de atividade física não competitiva (musculação 3x/sem 1 hora, corrida 5km – 2x/sem), assintomático e livre de eventos cardiovasculares durante o acompanhamento e apresentou ao final de 4 anos, cintilografia miocárdica com perfusão preservada e angio tc de coronárias sem lesões obstrutivas e stents pérvios.

Conclusão:Por se tratar de esportista, foi indicado o tratamento cirúrgico da anomalia. O implante de stent não é uma técnica consagrada na literatura, principalmente no caso de atletas e esportistas, por apresentarem uma alta carga de atividade física e, consequentemente, compressão extrínseca frequente da artéria anômala em seu trajeto entre os troncos de artéria pulmonar e aorta.  

Realização e Secretaria Executiva

SOCESP

Organização Científica

SD Eventos

Agência Web

Inteligência Web
SOCESP

XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

31 de maio a 02 de junho de 2018
Transamerica Expo Center | São Paulo - Brasil