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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Prevalência e controle de fatores de risco cardiovasculares de pacientes com doença arterial coronária em serviço de atenção secundária após encaminhamento de hospital terciário: onde estamos?

Ana Cristina Andrade, Thiago Aragão Leite, Caio de Assis Moura Tavares, Helena de Almeida Martins de Souza, Henrique Nogueira Mendes, Luiz Aparecido Bortolotto
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Pacientes portadores de doença arterial coronária (DAC) que receberam atendimento em hospital terciário para procedimentos complexos devem manter acompanhamento em unidades de atenção secundária ou primária após os procedimentos. A caracterização estes pacientes visa estratégias para um melhor atendimento além de evitar recorrência de eventos.

Objetivo: caracterizar o perfil epidemiológico de pacientes portadores de DAC acompanhados em unidade de atenção secundária de cardiologia após tratamento em hospital terciário.

Métodos: Estudo retrospectivo de dados demográficos e clínicos obtidos em prontuário eletrônico de 1556 pacientes atendidos em unidade de atenção secundária de cardiologia, encaminhados de hospital terciário entre 15/04/2016 e 28/11/2016.

Resultados: Do total de pacientes, 799 eram portadores de DAC, sendo 516 encaminhados após síndrome aguda (49 angina instável; 129 infarto sem supra de segmento ST; 338 infarto com supra de segmento ST) e 283 com DAC crônica. Em relação aos procedimentos, 190 (23,7%) foram submetidos a revascularização cirúrgica, 337 (42,1%) a angioplastia e, 75 (9,3%) a ambos os procedimentos.  Diabetes estava presente em 41,7% e hipertensão arterial em 84,6%. A maioria dos pacientes (75,8%) tinha idade > 60 anos. Observamos as medianas das seguintes variáveis: pressão arterial =130 x 80 mmHg (135±15/79±7 mmHg); índice de massa corpórea = 27,1 kg/m2 (27,7±9 kg/m2); LDL-colesterol=90 mg/dl (141±125 mg/dl);hemoglobina glicosilada em diabéticos=7 g%(7,48±2 g%).  Dentre outros fatores de risco (FR) observamos que 88 (11%) pacientes realizavam atividade física regular; 105 (13,1%) fumavam; 73 (9,1%) tinham história familiar de DAC precoce; 238 (29,8%) apresentavam doença renal crônica (DRC) (Clearance de creatinina <60 ml/min/1,73m2; 28 (3,5%) eram alcóolatras e 40 (5%) em tratamento para depressão. Em relação à terapia medicamentosa, observamos 766 (95,8%) com terapia antitrombótica (719 acido acetilsalicílico; 34 varfarina e 13 clopidogrel); 660 (82,6%) com inibidores do sistema renina-angiotensina; 689 (86,2%) com betabloqueadores; e 758 (94,8%) com estatinas. Foram identificados 174 (21,8%) pacientes não aderentes ao tratamento.

 

Conclusão: Pacientes portadores de DAC acompanhados em unidade de atenção secundária oriundos de hospital terciário são idosos e apresentam co-morbidades, como hipertensão, diabetes e tabagismo. A maioria apresentou FR dentro das metas. Caracterizar estes pacientes é muito importante para a adoção de estratégias que visam reduzir eventos cardiovasculares em DAC crônica.

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