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Custo-efetividade da cirurgia de revascularização miocárdica com e sem circulação extracorpórea: um modelo de Markov baseado nos dados do ensaio clínico randomizado MASS III

Thiago Luis Scudeler, Whady Hueb, Patricia C de Soárez, Alessandro G Campolina, Alexandre C Hueb, Paulo C Rezende, Eduardo G Lima, Cibele L Garzillo, Jose A F Ramires, Roberto Kalil Filho
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: Custos e qualidade de vida no seguimento de longo prazo para pacientes que se submeteram à cirurgia de revascularização com e sem o uso da circulação extracorpórea são desconhecidos.

Objetivo: Avaliar prospectivamente a custo-efetividade no seguimento de longo prazo de duas técnicas cirúrgicas para o tratamento da doença multiarterial coronariana estável.

Métodos e Resultados: Entre 2001 e 2006, 308 pacientes com doença multiarterial coronariana estável foram randomizados para Cirurgia de Revascularização do Miocárdio (CRM) com Circulação Extracorpórea (CEC) (n=153) ou sem CEC (n=155). A análise dos custos foi realizada a partir da perspectiva do sistema público de saúde brasileiro. As utilities foram avaliadas através do questionário SF-6D. Um modelo de Markov foi utilizado para extrapolar os custos e os anos de vida ajustados pela qualidade (QALY) dos 5 anos de seguimento do estudo para o tempo de vida da população do estudo. Nossa análise mostrou que a qualidade de vida de ambos os grupos melhorou significativamente após a cirurgia durante o seguimento, em comparação com os dados pré-cirurgia, embora os ganhos de vida adquiridos (LYG) e QALYs tenham sido semelhantes entre os grupos durante o seguimento de 5 anos. Os custos para o período total do estudo não diferiram entre os grupos sem e com CEC (R$ 19.180,65 e R$ 19.909,18, respectivamente, p=0,409). Ao longo de um horizonte de tempo ajustado para a expectativa de vida da população do estudo, a razão de custo-efetividade incremental da CRM com versus sem CEC foi R$ 45.274 por QALY ganho, que foi robusto nas simulações de Monte Carlo e nas análises de sensibilidade. Para um limiar de custo-efetividade de R$ 34.212 por QALY ganho, a CRM sem CEC tem 65% de probabilidade de ser custo-efetiva quando comparada com CRM com CEC.

 

Conclusão: Este estudo sugere que a CRM sem CEC é mais custo-efetiva do que a CRM com CEC em pacientes com doença multiarterial coronariana estável.

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