XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

Tema Livre

TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Avaliação dos efeitos de um Grupo Psicoterápico Breve com cardiopatas obesos

Gabos, P.M., Romano, B. W., Watanabe, D.M.
INSTITUTO DO CORAÇÃO DO HCFMUSP - - SP - BRASIL

Introdução: A obesidade é considerada um agravo multifatorial que provoca impacto na saúde física, emocional e social dos pacientes. Dessa forma, torna-se necessário o desenvolvimento de técnicas assistenciais na busca de cuidados para o sofrimento psicológico. Com base na Análise Comportamental Clínica e na Psicoterapia Breve, foi delineado um grupo psicoterapêutico breve com pacientes cardiopatas obesos. Objetivos: Avaliar a eficácia de um grupo psicoterápico breve quanto à aprendizagem de recursos para o enfrentamento de situações estressantes relacionadas à obesidade; verificar mudanças nos comportamentos provocadores de sofrimento emocional; verificar o alívio do sofrimento; e avaliar a satisfação dos participantes quanto ao tratamento. Métodos: Foi realizado um ensaio clínico, cuja variável independente foi o grupo psicoterapêutico, realizado em 12 sessões conduzidas por uma psicóloga. As variáveis dependentes foram as estratégias de enfrentamento avaliadas pelo Brief-COPE, os comportamentos provocadores de sofrimento emocional e reações emocionais avaliadas por uma ficha de autorelato e a satisfação dos pacientes avaliada por um questionário de expectativas. Os instrumentos foram aplicados em dois momentos, no início e no final do processo psicoterápico. Para comparação das variáveis foi utilizado o teste não paramétrico de Wilcoxon. Resultados: Participaram do estudo nove participantes, com idade média de 58 anos, 77,8% (n=7) do gênero feminino e 100% casados. Houve aumento significativo de uso de três recursos adaptativos: planejamento (p=0,017), reinterpretação positiva (p=0,027) e autodistração (p=0,014); e diminuição de um recurso mal adaptativo: desinvestimento comportamental (p=0,016). Quanto aos comportamentos provocadores de sofrimento emocional, houve redução de respostas passivas (p=0,028) e aumento de respostas ativas frente à situação (p=0,028). Não foi observado efeito quanto ao alívio do sofrimento (p=0,084); porém, 88,8% (n=8) mostraram-se satisfeitos com o tratamento realizado. Conclusão: O grupo foi eficaz quanto ao desenvolvimento de recursos de enfrentamento adaptativos (planejamento, reinterpretação positiva e autodistração), redução de uso de recurso mal-adaptativo (desinvestimento comportamental), mudanças dos comportamentos provocadores de sofrimento emocional e satisfação dos participantes quanto ao tratamento realizado. Deve, portanto, ser incluído como uma possibilidade de tratamento psicológico para esses pacientes.

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XXXIX Congresso da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo

31 de maio a 02 de junho de 2018
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