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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

PREVALÊNCIA DA SÍNDROME DE FRAGILIDADE NOS PACIENTES IDOSOS EM AMBULATÓRIO DE CARDIOGERIATRIA

Julianne Passequillo Marques da Rocha , Roberta Delgado Araujo G. Carneiro, Felicio Savioli Neto, Carolina Maria Nogueira Pinto, Neire Niara F. de Araujo, Newton Callegari, Claudia Felicia Gravina
INSTITUTO DANTE PAZZANESE DE CARDIOLOGIA - - SP - BRASIL

FUNDAMENTO: A síndrome da fragilidade (SF) compromete a reserva funcional e o processo de homeostase, incluindo o cardiovascular, resultando importantes consequências clínicas, como incapacidade funcional, quedas, hospitalizações frequentes, piores prognósticos e elevadas taxas de mortalidade. A SF acomete cerca de 7% dos indivíduos com idade > a 65 anos e 25–40% dos com ≥80 anos. O diagnostico da SF é de grande interesse na pratica cardiológica tanto na identificação de pacientes com elevados riscos a reações adversas como na tomada de decisões para possíveis estratégias terapêuticas, em especial as invasivas. 

OBJETIVO:  Avaliar a prevalência da SF em pacientes idosos atendidos  em  ambulatório de Cardiogeriatria.

MÉTODOS: Foi realizado estudo observacional analítico, entre março e abril de 2017 em idosos acompanhados em ambulatório de Cardiogeriatria, selecionados consecutivamente.   O diagnostico da SF foi estabelecido com aplicação de questionário,  segundo  os Critérios Fried, que compreendem: perda de peso não intencional, fraqueza muscular, fadiga, redução da velocidade da marcha e redução do nível de atividade física.  Os pacientes foram classificados em robustos, pré-frágeis e frágeis. As variáveis quantitativas foram apresentadas em forma de média, desvio padrão e gráficos. 

RESULTADOS: Foram entrevistados 217 pacientes, 58% mulheres, idade média de 82 anos (70 a 100 anos), os principais diagnósticos cardiovasculares incluíram hipertensão arterial sistêmica em 90%, doença arterial coronária em 30%, insuficiência cardíaca em 15% e fibrilação atrial em 10% dos pacientes, com 36% destes apresentando  mais de cinco doenças.  Os medicamentos mais utilizados foram: estatinas, AAS, diuréticos, betabloqueadores, bloqueadores dos receptores da angiotensina  e Inibidores da Eca.  De acordo com os critérios estabelecidos, foram encontrados 41,2% de idosos robustos, 50,5% pré-frageis e  8,3% de frágeis.

CONCLUSÃO: A partir dos resultados desta pesquisa constatou-se alta prevalência da SF nestes idosos. Entretanto o predomínio da pré-fragilidade ressalta a importância da intervenção multiprofissional diminuindo seus efeitos desfavoráveis da SF e melhorando a  qualidade de vida nesta população.   

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