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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Comparação dos fatores associados a queixas de dor, parestesia, retenção urinária e complicações vasculares de dois tempos de imobilidade no leito após a retirada do introdutor em pacientes submetidos a Angioplastia Coronariana.

Santos, VB, Monteiro JR, Lopes JL, Silva RC, Leijoto L, Karasawa NS, Lopes CT, Barros ALBL
UNIFESP - Univers. Federal de São Paulo - São Paulo - SP - Brasil, HOSPITAL SÃO PAULO – UNIFESP - - SP - BRASIL

Introdução: O repouso no leito é um dos cuidados de enfermagem realizados em pacientes submetidos Angioplastia Coronariana (ATC) e algumas variáveis clinicas e sociodemográficas podem estar associadas à algumas complicações. Objetivo: Comparar os fatores associados às queixas de dor, paresteia, retenção urinária, sangramentos e hematomas com dois tempos de repouso no leito em pacientes com Síndrome Coronaria Aguda (SCA) submetidos à ATC. Método: Ensaio clínico randomizado, incluídos pacientes com SCA submetidos à ATC pela artéria femoral e randomizados para grupo 1 onde os pacientes foram mantidos em imobilização no leito em posição supina por duas horas após a retirada do introdutor em artéria femoral e para o grupo 2 onde os pacientes foram mantidos em imobilização no leito em posição supina por quatro horas. Os desfechos foram dor, retenção urinária, parestesia, sangramentos e hematomas na região femoral. Os desfechos foram comparados com as caracteristicas clinicas por testes paramétricos e não paramétricos. estatisticamente sigificativo com o valor de p menor que 5%. Resultados: Foram avaliados 150 pacientes com SCA sendo 75 pacientes randomizados para o grupo 1 e 75 pacientes para o grupo 2. Foram identificados nos pacientes do grupo 1 associação da maior frequência de dor nos pacientes que  permaneceram com o introdutor arterial acima de oito horas (p=0,02), a localização da dor tanto (região dorsal e lombar) com o menor IMC e o maior nível da PAD após a retirada do introdutor (p=0,03), a intensidade da dor apresentou correlação positiva com o tempo de compressão (p=0,05), a parestesia com o tempo de manutenção do introdutor arterial acima de oito horas (p=0,03) e os hematomas com menor média de plaquetas antes da ATC (p. 0,05) e após 12 horas da liberação da imobilidade no leito (p. 0,01). No grupo 2 houve menor queixa de dor nos pacientes com Ensino Médio e Superior e evangélicos (p= 0,05) e nos pacientes hipertensos (p = 0,04), houve menor frequencia de sangramento nos tabagistas (p= 0,05) e naqueles com maior quantidade de anos/maço de cigarro (p=0,02) e o tamanho dos hematomas apresentou associação  com a idade e a menor dose de heparina utilizada durante o procedimento da ATC (p. 0,05). Conclusão: Não existe diferença no tempo de imobilidade no leito entre 2 e 4 horas de imobilidade no leito após a retirada do introdutor, portanto conhecer os fatores de maior associação com os desfechos pode facilitar a escolha do melhor tempo de imobilidade.

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