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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Impacto de novo fluxo cirúrgico e plano de cuidados pós-operatórios em pacientes coronarianos agudos

Casalino R, Bernardo de Almeida Avila, Fabricio de Oliveira Tonico, Felipe Lemos Melo dos Santos, Fernando Oikawa, Eduardo Parrillo, Anderson Nascimento, Thiago Aragão Leite, Thiago Marques Mendes, Marcos Fassheber Berlinck
Prevent Senior - Hospital Sancta Maggiore - São Paulo - SP - Brasil

Introdução: A síndrome coronariana aguda (SCA) pode levar o paciente a cirurgia cardíaca emergencial, com risco maior de complicações, devido necessidade de preparo adequado feito rotineiramente em ambiente intra-hospitalar; entretanto, o tempo prolongado de internação, para este manejo padrão impacta negativamente, aumentando, por exemplo o risco de infecção.  
Objetivo: Demonstrar como o fluxo de cirurgia extra-hospitalar e um plano de cuidados no pós-operatório influencia positivamente na evolução da cirurgia cardíaca em coronária após SCA.
Material e métodos: Neste estudo prospectivo e consecutivo, pacientes com SCA sem supra ST, após decisão de “heart team”, tiveram indicação formal de revascularização cirúrgica. Após o procedimento, todos permaneceram 24 horas em unidade de terapia intensiva e, na sequencia, 24 horas em enfermaria, recebendo alta, no 3º dia pós SCA. Todos deixaram o ambiente hospitalar com terapia medicamentosa otimizada e com retorno ambulatorial, em até 48 horas com equipe de cirurgia e, até 72 horas com equipe de coronária, tendo a cirurgia programada para um período de até 7 -10 dias. Todos os pacientes tiveram checagem de exames neste período pré-procedimento. Após a cirurgia todos os pacientes, iniciaram o programa institucional de fisioterapia iniciado após 6 horas do procedimento, suplementação nutricional e acompanhamento das equipes de cardiologia e cirurgia cardíaca.
Resultados: De julho a novembro de 2017, 94 pacientes que tiveram indicação formal de revascularização cirúrgica, foram incluídos.  A idade média foi de 68 anos (±13), sendo 38% do sexo feminino, 36% diabéticos e 89 % hipertensos. O EuroSCORE II médio foi de 2,73 e o STS SCORE médio, de 1,57. O tempo médio de internação antes da cirurgia reduziu de 3,78 dias para 0,6 dias. O tempo médio de internação após a cirurgia reduziu de 8,28 dias para 2,6 dias. A mortalidade reduziu de 8% para 0,7%. Do total 12% (12) dos pacientes necessitaram ser mantidos em ambiente hospitalar até o procedimento e 3% (3) foram reinternados antes do prazo previsto. Apenas uma paciente não foi operada por choque com evento agudo em reinternação.
Conclusão: Comparado com a rotina cirúrgica padrão, esta nova abordagem mostrou importante impacto positivo em mortalidade e tempo intra-hospitalar, tornando-se assim, um  promissor plano perioperatório para o paciente com SCA sem supra ST e indicação cirúrgica.

 

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