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TRABALHOS APROVADOS > RESUMO

Transposição de grandes vasos da base: uma análise transversal retrospectiva dos casos operados nos últimos 5 anos em São Paulo

Camylla Santos de Souza, Paiva PF, Soares GP, Garcia LN, Gomes VMS, Paiva CF, de Souza Neto JD
Universidade Federal do Ceará - Fortaleza - CE - Brasil

INTRODUÇÃO: A tranposição de grandes artérias (TGA) é uma das cardiopatias congênitas cianogênicas mais encontradas no período neonatal, e caracteriza-se por uma concordância atrioventricular e discordância ventriculoarterial, estando a aorta anterior e à esquerda da pulmonar em 95% dos casos. Em 2016, a cirurgia corretiva do TGA, realizada com sucesso pela 1ª vez em São Paulo (SP) pelo professor Adib Jatene, completou 40 anos e, por isso, faz-se necessário conhecer o panorama de realização deste procedimento no referido estado nos últimos 5 anos. MÉTODOS: Estudo quantitativo, populacional, descritivo, observacional e transversal, a partir da coleta de dados disponibilizados pelo Sistema de Informações Hospitalares (SIH) – DataSUS, de 2013 a 2017, no estado de SP. RESULTADOS: Nos período analisado, foram registrados 98 procedimentos de correção de TGA em SP, dos quais 89 em pacientes de 0 a 19 anos e 9 em adultos. SP foi o 2º estado com maior número de realizações desta cirurgia no Sudeste (38,73%) e Brasil (18,63%), perdendo apenas para Minas Gerais (108); entretanto, é o 1º do país para este procedimento em adultos (29,03%). O registro vem diminuindo ao longo dos anos – seguindo padrão semelhante à região e país – com o total de 32 em 2013, 26 em 2014, 16 em 2015, 15 em 2016 e 9 em 2017. Neste último ano, nenhum procedimento foi realizado em adultos. Foram notificados 22 óbitos, sendo apenas 1 para >19 anos (em 2014), e os demais para crianças e adolescentes, com diminuição no decorrer do período: 7 em 2013, 6 em 2014, 5 em 2015, 1 em 2016 e 2 em 2017. A taxa de mortalidade geral passou de 21,88 em 2012 para 22,22 em 2017, atingindo seu menor valor em 2016 (6,67) e maior em 2015 (31,25). O valor gasto por internação em SP (R$ 24.606,25) foi semelhante à média regional (R$ 24.788,44) e nacional (R$ 24.623,02) e, assim como em ambos, o estado finalizou o período com maior valor que o inicial. Em relação à permanência hospitalar, a média de SP (16,9) encontra-se abaixo da do Sudeste (19,0) e do Brasil (17,5), bem como apresentou diminuição (de 18,7 em 2013 para 9,8 em 2017), seguindo o padrão regional e nacional. CONCLUSÃO: Até meados do século XX, o tratamento de TGA era limitado e o prognóstico, ruim. Com o advento da operação idealizada por Mustard e viabilizada por Jatene, a taxa de sobrevivência dos pacientes alcançou 90% aos 15 anos de idade. SP, berço desta técnica cirúrgica, destaca-se no cenário nacional, tanto como um dos estados a mais realizar o procedimento, como por sua elevada taxa de sucesso (77,55%).   

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